segunda-feira, 30 de junho de 2008
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Século XIX - explicação "científica" do RACISMO
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Racismo
O racismo no Brasil
Uma Crônica, de Machado de Assis, sobre o Racismo
Era um leilão de escravos. Na fileira dos infelizes que estavam ali de mistura com os móveis, havia uma pobre criancinha abrindo os olhos espantados e ignorantes para todos. Todos foram atraídos pela tenra idade e triste singeleza da pequena. Entre outros, notei um indivíduo que, mais curioso que compadecido, conjecturava à meia voz o preço por que se venderia aquele semovente. Tratávamos conversa e fizemos conhecimento; quando ele soube que eu manejava a enxadinha com que revolvo as terras do folhetim, deixou escapar dos lábios esta exclamação:
- Ah!
Estava longe de conhecer o que havia neste - ah! - tão misterioso e tão significativo. Minutos depois começou o pregão da pequena. O meu indivíduo cobria os lances com incrível desespero, a ponto de pôr fora de combate todos os pretendentes, excepto um que lutou ainda por algum tempo, mas que afinal teve q ceder. O preço definitivo da desgraçadinha era fabuloso. Só amor à humanidade podia explicar aquela luta da parte do meu novo conhecimento; não perdi de vista o comprador, convencido de que iria disfarçadamente ao leiloeiro dizer-lhe que a quantia lançada era aplicada à liberdade da infeliz. Pus-me à espreitada virtude. O comprador não me desiludiu, porque, apenas começava a espreitá-lo, ouvi-lhe dizer alto e bom som:
- É para a liberdade!
O último combate do leilão foi ao filantropo, apertou-lhe as mãos e disse:
- Eu tinha a mesa intenção.
O filantropo voltou-se para mim e pronunciou baixinho as seguintes palavras acompanhadas de um sorriso:
- Não vá agora dizer lá na folha que eu pratiquei este ato de caridade.
Satisfez religiosamente o dito de filantropo, mas nem assim me furtei à honra de ver o caso publicado e comentado nos outros jornais. Deixo ao leitor a apreciação daquele airoso duelo de filantropia.
Machado de Assis afro-descendente - escritos de caramujo [ antologia ]. Organização, ensaio e notas: Eduardo de Assis Duarte. Rio de Janeiro/ Belo Horizonte: Pallas/ Crisálida, 2007 p. 27
A História do Racismo
O racismo tem assumido formas muito diferentes ao longo da história. Na antiguidade, as relações entre povos eram sempre de vencedor e cativo. Estas existiam independentemente da raça, pois muitas vezes povos de mesma matriz racial guerreavam entre si e o perdedor passava a ser cativo do vencedor, neste caso o racismo se aproximava da xenofobia. Na Idade Média, desenvolveu-se o sentimento de superioridade xenofóbico de origem religiosa.
Quando houve os primeiros contatos entre conquistadores portugueses e africanos, no século XV, não houve atritos de origem racial. Os negros e outros povos da África entraram em acordos comerciais com os europeus, que incluíam o comércio de escravos que, naquela época, era uma forma aceite de aumentar o número de trabalhadores numa sociedade e não uma questão racial.
No entanto, quando os europeus, no século XIX, começaram a colonizar o Continente Negro e as Américas, encontraram justificações para impor aos povos colonizados as suas leis e formas de viver. Uma dessas justificações foi a ideia errônea de que os negros e os índios eram "raça
O que é racismo?
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Racismo